v=spf1 mx include:secureserver.net -all Decisões que fazem toda a diferença

Decisões que fazem toda a diferença

October 17, 2018

 

 

No último fim de semana, li uma reportagem muito interessante no site Globo.com que me fez traçar um paralelo com a minha história de superação. A matéria relembra o caso de um homem que sobreviveu a um acidente aéreo nos anos 1970, na França. À época, ele foi o único passageiro sobrevivente (dez tripulantes também sobreviveram) no Boeing 707, da Varig, que partia do Brasil em direção a Londres e aterrissou emergencialmente em um campo aberto nos arredores de Paris. No total, 123 pessoas morreram.

 

No meio da confusão e do desespero, o passageiro manteve a calma e, por ter transgredido a uma ordem de um comissário de bordo da aeronave, que solicitou a permanência na poltrona, foi parar no chão, conseguiu respirar melhor no meio de uma densa fumaça tóxica e sobreviveu. Passados mais de 40 anos do acidente, o passageiro sobrevivente Ricardo Trajano afirma que o episódio serviu de lição e lhe deu uma nova razão para viver, para mostrar às pessoas que é possível, sim, recomeçar a vida após sofrer um grave trauma, um fracasso ou uma perda.

 

É justamente o que eu penso e procuro transmitir ao público que acompanha as minhas palestras ou faz sessões de coaching. Como sabem, fui vítima de um atentado há cinco anos, levei três tiros na cabeça, um no abdômen e, após 12 dias em estado de coma, entre a vida e a morte, sobrevivi. Passei por grandes dificuldades na readaptação, entrei em depressão e saí do fundo do poço quando aceitei a minha condição de deficiente e passei a compartilhar essa história com pessoas que também enfrentam dramas pessoais ou dificuldades.

 

O recomeço

 

De fato, nem sempre é fácil recomeçar a vida após um grave acidente, um trauma físico, psicológico ou perda. O atentado me deixou com sequelas e perdi parte da minha capacidade de trabalho. Era administrador de empresas e, após o acidente, não consegui mais desempenhar a função com a mesma desenvoltura. Isso me machucou muito. Mas com o apoio de familiares e amigos, também encontrei uma razão para viver, me aprimorei em outra profissão e hoje sou muito feliz por ajudar outras pessoas.

 

A vida é um grande barato e devemos saber aproveitá-la ao máximo, seja na condição que for. Nas minhas palestras e sessões de coaching, procuro levar e transmitir essas perspectivas. Nós podemos, sim, virar a chave e buscar um novo caminho. Imagine se o passageiro citado no início deste artigo tivesse acatado a ordem do comissário de boro e permanecido em seu lugar, na poltrona de origem do voo? Provavelmente, ele não teria sobrevivido ao acidente.

 

Penso que na vida todos temos uma boa razão para estar vivo. Assim como o Ricardo Trajano, eu ganhei uma segunda chance e quero aproveitar ao máximo cada hora, cada minuto, cada segundo desse tempo para fazer e promover o bem. Sejamos felizes e saibamos usufruir os nossos sentimentos em toda a sua plenitude. Certamente, nos tornaremos pessoas melhores.

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