v=spf1 mx include:secureserver.net -all Como driblar o inesperado e cumprir metas após adquirir sequelas

Como driblar o inesperado e cumprir metas após adquirir sequelas

September 28, 2018

 

Ter metas na vida pessoal e profissional é sempre algo muito importante. É uma espécie de motor que nos ajuda a chegar ao lugar que desejamos mais rapidamente. Nas organizações empresariais, essa prática é difundida como planejamento estratégico, onde o funcionário estabelece metas e procura atingi-las de forma equilibrada. Mas quando o profissional sofre, durante o planejamento, um grave acidente, uma grave doença e tem parte de suas habilidades perdidas ou limitadas por causa de sequelas adquiridas?  De que maneira ele deve se comportar, agir e reagir?

 

Eu já passei por isso há cerca de cinco anos e sei bem o quão difícil é atravessar esse tormento. Primeiro porque mesmo diante de um fato grave, a gente tende a achar que tudo continua igual, com as competências e capacidades inalteradas. Atingir as metas estipuladas pela empresa é só uma questão de tempo. Infelizmente, não é assim que funciona.

 

Talvez, as sequelas adquiridas sejam passageiras, talvez sejam permanentes. O mais importante é tomar ciência da situação e das limitações para, posteriormente, adaptar-se à nova vida, em casa e no trabalho. Só não se esqueça que você jamais voltará a ser o que era antes, a fazer coisas que fazia antes de adquirir a sequela. O grande erro está em acreditar ou manter metas que hoje já não fazem o mesmo sentido. É natural a vida mudar que quando se sofre um grave acidente ou doença que deixa sequelas.

 

Vejam um exemplo recente, do goleiro da Chapecoense, Jackson Follmann. Em novembro de 2016, ele viajava com a delegação da Chapecoense para disputar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, de Medellín, na Colômbia. A poucos quilômetros do destino, o aeroporto de Medellín, o avião caiu, ocasionando 71 mortes. Jackson e mais cinco pessoas (dois comissários, um jornalista e dois jogadores) sobreviveram. Quis o destino salvar a vida de Jackson e deixa-lo com uma sequela permanente, tendo parte da perna amputada.

 

 

 

Com isso, não pôde mais voltar aos gramados de futebol, mas buscou uma alternativa e se adaptou à nova realidade. Hoje, o goleiro é embaixador da Chapecoense e comentarista esportivo de um canal por assinatura. Nas aparições públicas, ele sempre mostra muito otimismo e vontade de viver. É assim que devemos encarar nossos problemas, guardadas as devidas proporções.

 

Em primeiro lugar, procure aceitar sua condição atual. Depois, tente adaptar-se e ver as possibilidades que o mundo lhe oferece. Às vezes, elas poderão ser pesadas demais e você achar que a missão é impossível. Mas pense também que se você não está preso a uma cama ou cadeira de rodas e consegue se movimentar, ainda que mais lentamente, existem boas chances de reerguer-se e tornar a vida novamente produtiva.

 

Não se cobre ou se culpe por ser diferente ou ter alguma deficiência. Talvez seja preciso auxílio profissional, de um psicólogo, por exemplo, para entender e aceitar a realidade. A partir daí, poderá ser mais fácil entender suas limitações e traçar metas reais. Enumere pequenos objetivos até cumprir a meta principal e resolva um problema de cada vez, um desafio de cada vez. Dessa forma, seus medos e angústias serão superados mais rápido do que imagina. Os desafios existem para ser superados. Então, vamos à luta!

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