v=spf1 mx include:secureserver.net -all Como aceitar as limitações no trabalho após perder as habilidades normais

Como aceitar as limitações no trabalho após perder as habilidades normais

September 9, 2018

 

Quando uma pessoa sofre um acidente ou é acometido por uma doença grave, em geral precisa se afastar do trabalho por algum tempo. Esse período de espera, no entanto, muitas vezes é prolongado devido às sequelas adquiridas e até pode determinar um afastamento definitivo do trabalho ou perda da capacidade para exercer uma função.

 

Foi o que aconteceu comigo há cinco anos, quando fui vítima de um atentado e fiquei com sequelas neurológicas permanentes. Cerca de três meses depois, já recuperado fisicamente, decidi voltar ao trabalho na empresa da minha família, onde ocupava o cargo de diretor administrativo. Queria provar para mim mesmo que o acidente não havia me tornado incapaz para aquela função. Achava que, mesmo após ter levado três tiros na cabeça, as coisas voltariam à normalidade e eu iria trabalhar da mesma forma que antes do acidente. Para mim estava tudo perfeito.

 

Só que a realidade que encontrei na empresa foi outra. Levei um grande choque por não conseguir fazer o que fazia antes. Ainda assim, achava que aquela situação era passageira. Fui insistindo cada vez mais e aquilo me machucou muito. Precisei buscar ajuda de psiquiatras e de psicólogos para sair de um estado de depressão muito grave.

 

O meu exemplo é a maneira que encontrei para dizer que, quando sofremos algo grave, que nos afaste do trabalho, é preciso ter muita cautela na volta e se acostumar à nova realidade. Pessoas que sofrem um acidente grave, um AVC ou fazem algum tratamento mais agressivo, contra um câncer, por exemplo, naturalmente podem ficar com sequelas, perder suas habilidades ou capacidade intelectual e se tornarem deficientes. Só que temos a tendência de achar que tudo passou e que, depois do susto, a vida voltará ao normal. Nem sempre é assim!

 

Uma nova realidade

 

Muitas vezes, a vida jamais voltará a ser o que era antes. E aí, para assimilar essa mudança, talvez seja necessário pedir ajuda a um profissional da saúde e viver esse luto para atravessar essa fase de transição. O normal da minha vida, depois do atentado, mudou completamente. Esse processo foi muito doloroso até o momento em que aceitei a nova realidade, entendendo que eu teria sequelas para o resto da minha vida e que deveria me adaptar.

 

Depois de sofrer um grande trauma ou acidente, a pessoa que deseja voltar ao trabalho precisa estar ciente disso. É comum querer negar a realidade, fingir que nada aconteceu e fazer as coisas que fazia antes. Procure não ter pré-conceito e procure ajuda porque, quanto antes fizer isso, menos vai sentir essa dor de descobrir, por si só, que não é mais capaz de fazer certas coisas.

 

Pense que você recebeu uma segunda chance e o simples fato de estar vivo e consciente, podendo fazer muitas coisas ainda, é muito melhor do que morrer ou ficar preso a uma cama, sobrevivendo com a ajuda de aparelhos. Tudo na vida tem o seu lado bom. É só saber olhar para ele de uma forma diferente.

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